Inter é denunciado e pode receber grave punição da Conmebol
O Internacional foi denunciado pela Conmebol devido ao incidente envolvendo a chuva de papéis picados na partida contra o Flamengo, realizada no dia 20 de agosto de 2025, válida pela volta das oitavas de final da Libertadores. Essa ação causou um atraso de 21 minutos no início do jogo, já que os papéis picados cobriram quase todo o gramado, impedindo as condições adequadas para o começo da partida. O árbitro Esteban Ostojich, do Uruguai, chegou a reunir os jogadores para avaliar a situação e, inicialmente, não autorizou o início do jogo até que o campo fosse limpo.
A entidade sul-americana enquadrou o clube colorado em quatro artigos do seu código disciplinar, incluindo o atraso no início da partida, o uso inadequado de objetos pirotécnicos e falhas relacionadas à infraestrutura para patrocinadores, além do regulamento de segurança que proíbe o lançamento mecânico de papéis. O artigo 24 do regulamento de segurança, que trata especificamente do uso manual dos papéis picados, foi um dos fundamentos para a denúncia.
Inter diz que houve falhas na execução do plano
O Internacional admitiu que a ação foi planejada internamente, mas que houve falhas na execução. O plano original previa que o papel seria usado em uma área específica do estádio para a festa da torcida em caso de classificação. Contudo, por um erro na liberação dos alpinistas responsáveis pelo lançamento, o material foi despejado do lado oposto do previsto, fazendo com que o vento não dissipasse os papéis e os deixasse concentrados no gramado, agravando o problema.
Além do impacto direto na partida com a eliminação do Internacional, o clube também demitiu dois funcionários envolvidos, um deles com mais de 15 anos de trabalho no clube, como parte das medidas internas para apurar responsabilidades e evitar novos episódios semelhantes.
Agora, o clube enfrenta uma possível punição da Conmebol, que prevê multas significativas por atraso na partida, podendo variar a partir de 20 mil dólares (aproximadamente R$ 109 mil), e outras sanções conforme o julgamento pelo tribunal disciplinar da entidade. Apesar disso, não há, até o momento, indicação de punição mais severa, como a perda de mando de campo.



