Ex-Inter não pegou leve e chamou presidente de clube de “bobo da corte”
Thiago Galhardo, atacante de 36 anos e ex-Inter, voltou aos holofotes com declarações polêmicas durante a Conferência de Futebol do Nordeste (Confut), realizada no Recife nesta terça-feira (2), onde alfinetou presidentes de clubes que defendeu, como Santa Cruz e Vasco.
Após conseguir rescisão indireta na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) por salários atrasados, o jogador comparou o Santa Cruz ao Vasco, chamando o presidente Bruno Rodrigues de “bobo da corte querendo ser rei” e criticando gestões marcadas por promessas não cumpridas e interferência política. “Sempre tem um bobo da corte querendo ser rei. Era o presidente que era médico lá (Alexandre Campello, no Vasco), e o que aqui falam que é da área política (Bruno Rodrigues, ex-deputado). Quando se junta isso à política, tem muita gente que promete um monte de coisa e não cumpre”, disparou Galhardo.
Santa Cruz acumulou dívida milionária com ex-Inter
O caso do Santa Cruz ganhou contornos dramáticos: Galhardo liderou o acesso à Série C, mas acumulou dívidas como dois meses de salários CLT, dois de direitos de imagem, um de moradia, FGTS não recolhido e pendências com seu empresário Flávio Trivella, totalizando mais de R$ 3 milhões. Ele tentou acordo com investidor Iran Barbosa (SAF), presidente Rodrigues e CEO Pedro Henriques, mas sem sucesso, chegando a comprar passagens para companheiros sem condições de viajar nas férias, prometidas como período de quitação que não se concretizou.
“Depois que eles foram notificados, todo mundo começou a me ligar querendo acordo. Fiz tudo para evitar a Justiça, mas depois do acesso, tudo mudou”, relatou, negando falta de profissionalismo e destacando que a comissão técnica o via como “imprescindível” até o fim.
Galhardo também tocou em sua passagem pelo Inter, quase artilheiro do Brasileirão 2020, e relações conflituosas como com Taison (“Não foi homem de olhar no meu olho”), mas focou no presente: pensou em se aposentar após o acesso coral, mas prorrogou para 2026 por pedido do filho mais novo. “Ninguém vai conseguir tirar o Thiago Galhardo para trabalhar em 2027, isso é chance zero. Era para eu parar este ano, mas meu filho me pediu mais um ano”, confessou, planejando pendurar as chuteiras após cumprir contrato.



