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Polícia Civil realizou ação contra suspeitos de ameaçar dirigente do Internacional

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou na manhã de domingo a Operação Cartão Vermelho, cumprindo cinco ordens judiciais em Porto Alegre contra dois suspeitos de ameaçar um dirigente do Internacional. A ação incluiu três mandados de busca e apreensão por crimes de ameaça e injúria, motivados pela campanha ruim do clube no Brasileirão, com risco de rebaixamento à Série B.​

As intimidações começaram em 28 de novembro, após a derrota por 5 a 1 para o Vasco no Rio de Janeiro, com mensagens via WhatsApp contendo xingamentos e ameaças de violência física ao dirigente. O padrão se repetiu após o revés por 3 a 0 contra o São Paulo na quarta-feira anterior, levando a vítima a registrar boletim de ocorrência. Investigadores identificaram que os ataques culpavam a direção pelos resultados ruins e envolviam divulgação indevida do número pessoal, com participação de membros de torcida organizada.​

Os dois investigados têm antecedentes criminais: um por ameaça, dano, lesão corporal e posse de entorpecentes, recém-saído da prisão; o outro por violência doméstica e ameaças recentes. Em um dos endereços, foram apreendidas arma de fogo, munições e drogas, embora o alvo não estivesse presente. A operação também apura tráfico de drogas e posse ilegal de arma.​

Suspeitos foram proibidos de frequentar jogos do Internacional

A Justiça impôs proibição de frequentar qualquer jogo do Internacional, em estádios dentro ou fora do Rio Grande do Sul, por seis meses, com risco de prisão preventiva em caso de descumprimento; o clube recebeu a decisão para bloquear o acesso. O Internacional optou por não se manifestar sobre o caso. Autoridades enfatizaram que a paixão pelo futebol tem limites legais, especialmente no ambiente virtual, onde o anonimato não protege crimes.​

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