Árbitros podem ser suspensos pela CBF após atuações em jogo do Inter
A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) apresentou nesta quarta-feira uma denúncia formal contra o árbitro Matheus Delgado Candançan (FIFA/SP) e o árbitro de vídeo Diego Pombo Lopez (VAR-FIFA/BA), responsáveis pela partida entre Juventude e Internacional que terminou empatada em 1 a 1, no Estádio Alfredo Jaconi, no dia 27 de setembro de 2025, pelo Brasileirão.
A denúncia surge após o time mandante reclamar da arbitragem e a Comissão Nacional de Arbitragem da CBF admitir, em reunião realizada em 29 de setembro, um erro grave na não marcação de um pênalti claro a favor do Juventude. Aos 29 minutos do segundo tempo, o atacante Ênio foi derrubado dentro da área por Bruno Tabata, mas o árbitro não assinalou a penalidade e o VAR não interveio.
Além disso, a Comissão de Arbitragem da CBF reconheceu que a falta cometida por Victor Gabriel, do Inter, em Caíque, do Juventude, deveria ter resultado em cartão vermelho, e não apenas amarelo, como decidido pelo árbitro no jogo. A Procuradoria viu nessas falhas uma omissão grave por parte do VAR e árbitro, que deixou de cumprir corretamente suas funções.
Árbitros podem ser suspensos por até 360 dias
A denúncia foi baseada no artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata da não observância das regras da modalidade. O procurador Tairone Messias destacou que o julgamento tem o objetivo de responsabilizar os árbitros e VAR por condutas que prejudicaram a regularidade da competição, sem anular o resultado ou gols da partida.
Se acatada, a denúncia resultará em processo judicial dentro do STJD, onde os denunciados poderão receber suspensões que variam de 30 a 360 dias, ficando afastados de suas funções no futebol durante o período. A data do julgamento ainda será marcada.



