Condenado! Saiba quanto Emídio Marques Ferreira desviou dos cofres do Internacional
A Justiça do Rio Grande do Sul condenou Emídio Marques Ferreira, ex-vice-presidente de Patrimônio do Sport Club Internacional, a 10 anos e seis meses de prisão em regime fechado, além de multa, pelos crimes de estelionato cometidos 209 vezes e participação em organização criminosa. A sentença faz parte da Operação Rebote, que apurou irregularidades durante a administração do ex-presidente Vitorio Piffero, no período de 2015 a 2016.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), os crimes envolveram pagamentos fraudulentos por obras nunca realizadas nos locais sob responsabilidade da Vice-Presidência de Patrimônio, incluindo o estádio, o Gigantinho e o centro de treinamento do clube. Para encobrir as fraudes, foram apresentados documentos fiscais falsificados, usados para justificar a liberação indevida dos recursos.
Valor desviado dos cofres do Internacional
A defesa de Emídio declarou que encara a decisão judicial com serenidade e informou que irá recorrer, ressaltando que ele responde ao processo em liberdade. Esta ação penal foi desmembrada do processo principal, em que, em março de 2024, o ex-presidente Piffero, o ex-vice-presidente de Finanças e outros quatro envolvidos foram condenados por desvio superior a R$ 13 milhões dos cofres do clube.
Além da prisão, Emídio e os demais condenados foram obrigados a indenizar o Internacional. A investigação revelou que os desvios ocorreram tanto por saques diretos feitos pelo ex-vice de Finanças Pedro Affatato quanto por pagamentos com base em notas fiscais falsificadas, que simulavam serviços inexistentes em construções sob administração da Vice-Presidência de Patrimônio.
Outras condenações ligadas a este esquema também foram proferidas: Vitorio Piffero foi sentenciado a 12 anos e três meses por estelionato e lavagem de dinheiro, e Pedro Affatato recebeu uma pena de 76 anos de prisão por diversos crimes, incluindo organização criminosa. Empresários próximos à gestão e familiares do ex-presidente também foram punidos, com penas que variam de quatro a 62 anos. Um dos réus chegou a ser absolvido.



