Dirigente do Inter detonou situação do clube no Brasileirão: “Constrangedor”
Recentemente, o vice de futebol do Internacional, José Olavo Bisol, manifestou-se com preocupação após a derrota do time para o Atlético-MG na Arena MRV, que resultou na entrada do clube na zona de rebaixamento do Brasileirão. Em entrevista, Bisol destacou o desempenho positivo nas competições de mata-mata, com o time já classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil e da Libertadores, mas lamentou o rendimento abaixo do esperado no Campeonato Brasileiro.
“Colocamos esse processo de início de Brasileiro e nas copas como um período de 60 dias para chegar agora classificado nas duas. Conseguimos com êxito, mas não conseguimos atingir o objetivo de não se distanciar do pelotão da frente, que nos deixa numa condição de preocupação e de certo modo constrangidos com nossa torcida”, afirmou o dirigente.
Bisol ressaltou o sentimento de constrangimento que a atual situação provoca em todos os envolvidos no clube: “É constrangedor estar neste momento na zona de rebaixamento. Esse sentimento é interno, dos jogadores, da comissão técnica, de todos nós. Não podemos fazer terra arrasada, dizer que o planejamento está totalmente equivocado, mas buscar soluções, como já mostramos”.
O dirigente também admitiu que a concentração de esforços no início da temporada para conquistar o Campeonato Gaúcho, título que o Inter não conquistava desde 2016, acabou “pagando um preço caro”. Após o estadual, o time enfrentou uma sequência intensa de jogos entre Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão, competição em que apresenta os piores resultados.
Situação atual do Inter no Brasileirão
Com a derrota e outros resultados da 12ª rodada, o Internacional caiu para a 17ª posição, abrindo a zona de rebaixamento. O elenco está tendo 15 dias de férias antes de iniciar a intertemporada, com o próximo jogo previsto para o fim de semana do dia 13 de julho, contra o Vitória, no Beira-Rio.
Além disso, Bisol abordou a questão financeira do clube, afirmando que o orçamento de 2025 prevê a necessidade de vender jogadores para equilibrar as contas, sem, contudo, perder competitividade. Por fim, o dirigente defendeu a manutenção do planejamento e a busca por soluções para reverter o quadro atual, mantendo a confiança na capacidade do clube de superar o momento difícil.



