História do Inter

Inter campeão do mundo: A campanha de 2006 no Japão

O Inter campeão do mundo fez uma campanha curta e intensa no Japão, em dezembro de 2006: duas partidas, duas vitórias e três gols marcados. Venceu o Al Ahly por 2 a 1 em Tóquio e o Barcelona por 1 a 0 em Yokohama, conquistando o Mundial de Clubes da FIFA.

Nesta reportagem, a Resenha Colorada reconstrói a jornada: a classificação, a semifinal difícil contra os egípcios, o elenco levado por Abel Braga, a decisão e os prêmios individuais que o grupo trouxe para casa.

Resumo rápido sobre a campanha no Japão

  • Classificação: título da Libertadores de 2006, sobre o São Paulo
  • Semifinal: Al Ahly 1 x 2 Inter, em 13 de dezembro, em Tóquio
  • Final: Inter 1 x 0 Barcelona, em 17 de dezembro, em Yokohama
  • Gols colorados: Alexandre Pato, Luiz Adriano e Adriano Gabiru
  • Prêmio individual: Bola de Prata para Iarley

A vaga e a preparação

O passaporte para o Japão foi carimbado em agosto, com o título da Libertadores. Como campeão sul-americano, o Inter não precisou jogar as fases iniciais e estreou direto na semifinal, assim como o representante europeu.

Entre agosto e dezembro, Abel Braga administrou o elenco no Campeonato Brasileiro pensando no Mundial. O time chegou ao Japão com antecedência para se adaptar ao fuso horário, de cerca de 11 horas em relação a Porto Alegre.

Seis clubes disputaram o Mundial de 2006. Além de Inter, Barcelona, Al Ahly e América, participaram o Jeonbuk Motors, da Coreia do Sul, campeão asiático, e o Auckland City, da Nova Zelândia, representante da Oceania. O Al Ahly terminou em terceiro lugar e o América, em quarto.

Tóquio: o susto contra o Al Ahly

A semifinal foi disputada no antigo Estádio Nacional de Tóquio, diante de 33.690 pessoas. O Al Ahly, campeão africano, tinha Mohamed Aboutrika, que terminaria como artilheiro do torneio, e o angolano Flávio no ataque.

Alexandre Pato, de 17 anos, abriu o placar aos 23 minutos e levou o Inter em vantagem para o intervalo. Aos 54, Flávio empatou. Abel reagiu colocando Rubens Cardoso no lugar de Hidalgo e, aos 65, Luiz Adriano na vaga de Pato.

A troca funcionou. Aos 72 minutos, Luiz Adriano marcou o gol da classificação. Nos minutos finais, Vargas entrou no lugar de Iarley para segurar o resultado. Fernandão e Alex levaram cartão amarelo.

Pato tinha estreado entre os profissionais pouco antes, em novembro, e marcado logo no primeiro jogo, contra o Palmeiras. Luiz Adriano, de 19 anos, também era cria da base. A dupla jovem resolveu a semifinal, e os dois seguiriam carreira na Europa nos anos seguintes.

Yokohama: a noite do título

Na final, o adversário era o Barcelona, que havia goleado o América, do México, por 4 a 0. O Inter jogou fechado, aguentou a pressão e, aos 82 minutos, chegou ao gol em um contra-ataque: Iarley serviu Adriano Gabiru, que havia saído do banco seis minutos antes.

O público de 67.128 torcedores viu o primeiro título mundial da história do Colorado. O capitão Fernandão ergueu a taça no gramado japonês.

O elenco levado ao Mundial

A lista de Abel Braga misturava experiência e juventude. Alguns nomes mal entraram em campo, mas fizeram parte do grupo campeão.

PosiçãoJogadores
GoleirosClemer, Renan e Marcelo
LateraisCeará, Hidalgo, Elder Granja e Rubens Cardoso
ZagueirosFabiano Eller, Índio e Ediglê
VolantesEdinho, Wellington Monteiro, Fabinho, Vargas e Perdigão
MeiasAdriano Gabiru e Alex
AtacantesFernandão, Iarley, Rentería, Michel, Luiz Adriano e Alexandre Pato

A espinha dorsal era a mesma da Libertadores, com exceção de nomes como Rafael Sobis e Tinga, negociados com clubes europeus depois do título continental. A saída dos dois abriu espaço para Pato e Luiz Adriano ganharem minutos no fim da temporada.

Prêmios e legado da campanha

Na premiação da FIFA, a Bola de Prata ficou com Iarley, atrás apenas de Deco. Ronaldinho ficou com a Bola de Bronze. O Barcelona levou o prêmio de jogo limpo, e Aboutrika, do Al Ahly, terminou como goleador, com três gols.

Para o Inter, o Mundial fechou o ano mais vitorioso de sua história e abriu um ciclo que ainda renderia Recopa, Sul-Americana, Suruga Bank e uma segunda Libertadores até 2011.

Depois da conquista, a delegação voltou ao Brasil e foi recebida com festa em Porto Alegre. A chegada da taça mobilizou a torcida colorada, que tomou as ruas da capital gaúcha para celebrar o título.

O título também mudou a percepção sobre o Inter fora do Rio Grande do Sul. O clube passou a ser visto como uma potência internacional e atraiu atenção de mercados estrangeiros. Alexandre Pato, por exemplo, foi vendido ao Milan pouco tempo depois.

Em dois jogos, o Inter marcou três gols e sofreu um. Somando os públicos de Tóquio e Yokohama, mais de 100 mil pessoas acompanharam as partidas do Colorado nos estádios japoneses. Foram três autores de gol diferentes. Dois deles, Luiz Adriano e Adriano Gabiru, saíram do banco para marcar. O terceiro, Pato, tinha só 17 anos.

Perguntas frequentes sobre o Inter no Mundial de 2006

Quantos jogos o Inter fez no Mundial de 2006?

Dois. Venceu o Al Ahly por 2 a 1 na semifinal e o Barcelona por 1 a 0 na final.

Quem marcou os gols do Inter no Mundial?

Alexandre Pato e Luiz Adriano contra o Al Ahly, e Adriano Gabiru contra o Barcelona.

Onde foi a semifinal do Inter em 2006?

No antigo Estádio Nacional de Tóquio, em 13 de dezembro de 2006.

Quem era o capitão do Inter campeão do mundo?

O atacante Fernandão, que também era o capitão no título da Libertadores daquele ano.

Resenha Colorada

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